quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Texto antigo 17

Saudades 30/04/02

Saudades... de um tempo que já se foi, de um tempo de descobertas, de idades passadas. Não sou mais um adolescente, mas vivo como um... não sei bem como explicar, mas sou como uma bomba, prestes a explodir, uma bomba de sentimentos, de paixão.

Olho muitas vezes as coisas como uma criança redescobrindo o que é belo, puro e procuro ver não apenas o que é substancial, procuro ver o que realmente existe no interior, o que este mundo quer nos dizer. Sinto-me novamente pronto para amar, porém consciente que não posso, ou não consigo. Parece-me que me olham apenas como um amigo, gosto disso, porém são apenas amigos, ando desejando algo mais, mas me contento com o que tenho, cansei de procurar, mesmo vendo em olhares sentimentos puros que ainda relutam por existir, mas que não são para mim.

E sinto uma amargura, um aperto no peito, como se este amor aprisionado quisesse sair, ou se contraísse tentando caber em um coração pequeno e cansado, que não suporta mais aprisionar tanto sentimento. Estou novamente apaixonado, porém esta amizade que se formou não deve ser abalada, e sinto-me triste, e feliz ao vê-la.

Não sou nenhum galã de novelas, sei disso, mas ainda tenho esperanças de um dia alcançar a felicidade, a proteção e um carinho especial que só uma mulher pode e consegue compartilhar.

Ando cada vez mais revoltado com o sistema, que influencia a todos de uma maneira errônea, um carro, jóias e uma conta bancária recheada fazem parte de uma vida feliz, mas não é tudo, todos estes objetos não possuem sentimentos, e por muitas vezes, os possuidores deles também não, pois estão longe de se sentirem “humanos”, são como Titãs – semi deuses, que gozam de uma felicidade imaginária e que quando estão sozinhos, sofrem, assim como eu, um humano, provido de sentimentos sofre por estar só, e não ter atrativos neste mundo novo e capitalista.

Tudo era tão bom e puro, diria até mágico, mas passou... e eu não, continuo, sofrendo e morrendo a cada desilusão, a cada açoito da vida, a cada dia.

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